História do Partido.

1900

15/4/1906, 1º Congresso Operário Brasileiro, no Rio, 50 delegados. O predomínio é anarquista, combativo, classista, mas com graves erros, como a recusa em travar a luta política. Decide criar a COB (Confederação Operária Brasileira) 1ª Central sindical do país. Debate se é lícito operário fazer política e sindicato ter funcionário remunerado.

1910

9/6/1917, Greve Geral em São Paulo. As operárias do Cotonifício Crespi, no Brás, entram em greve por aumento de 25%. É o estopim do movimento que irá parar S. Paulo. A polícia reprime, usa cavalos e tiros, mata o sapateiro Antonio Martinez, 22 anos. Os operários resistem. Há barricadas, tiroteios, o governo foge da cidade. Após 38 dias, vem a vitória. Patrões e governo cedem em vários pontos, como a jornada de 8 horas. O auge grevista vai até 1919. Porém sua direção, anarquista, é aguerrida mas ideologicamente frágil. Nosso jovem movimento operário passa a procurar um novo rumo.
7/11/1917, Revolução Socialista na Rússia (25/10 pelo velho calendário czarista). Operários, camponeses e soldados, dirigidos pelo Partido Bolchevique de Lênin, derrubam o regime burguês sob o lema"Paz, Pão e Terra". Começa a primeira experiência de construção do socialismo na história do mundo. As esperanças dos trabalhadores do mundo inteiro voltam-se para a Rússia Soviética. No nosso país, vários grupos assumem a tarefa de organizar o Partido Comunista do Brasil.
4/3/1919, surge a Internacional Comunista (ou 3ª Internacional, ou Comintern) , no congresso iniciado 2 dias antes em Moscou, com 52 delegados, nenhum do Brasil. A proposta é de Lênin, decidido a demarcar campos com os oportunistas da 2ª Internacional. Sob o estímulo do Comintern, surgem Partidos Comunsitas em todos os continentes, inclusive na Argentina, Uruguai, Chile

1920

25/3/1922, nasce o Partido Comunista do Brasil. O congresso da fundação ocorre no Rio e em Niterói. Nove delegados (veja a foto) representam os grupos comunistas de Porto Alegre, Recife, S. Paulo, Cruzeiro (SP), Niterói e Rio. Santos e Juiz de Fora não conseguem comparecer. O Partido nasce com 73 militantes. Aprova as 21 condições de ingresso na Internacional Comunista, os seus Estatutos e uma Comissão Central Executiva. Inicia uma campanha de solidariedade aos trabalhadores soviéticos. Termina com todos cantando (baixinho, por razões de segurança) o hino do proletariado do mundo, A Internacional. Veja os fundadores do Partido e suas profissões.
5/7/1922, o tenentismo passa à ação revolucionária, com o episódio dos 18 do Forte, no Rio. Em 1924 chega a tomar S. Paulo, por 3 semanas. E em 1925-27 promove a legendária marcha (25 mil km) da Coluna Prestes. O Partido não chega a compreender satisfatoriamente o tenentismo nem participar destas lutas. Mas nos anos 30 a ala esquerda dos tenentes abraçará o comunismo. Clique na foto e veja o mapa da Coluna Prestes.
1º de Maio de1925, surge A Classe Operária, "jornal de trabalhadores, feito por trabalhadores, para trabalhadores", órgão central do Partido. É lançado como semanário, no Rio, com tiragem de 5 mil exemplares. A assinatura por 13 números, vendida nas fábricas, custa 2 mil réis. A tiragem logo sobe (9.500 no nº 9). A polícia fecha o jornal logo após o nº 12, mas ele reaparece em 1928, e depois, ora legal, ora clandestino, até hoje. Nenhum órgão da imprensa popular brasileira tem uma história tão longa. Nenhum foi tão perseguido. Nenhum tem a mesma folha de serviços prestados aos interesses presentes e futuros do povo trabalhador...
1/2/1927, o Partido lança o BOC, Bloco Operário e Camponês, inicialmente chamado apenas Bloco Operário. É o 1º ensaio de política de frente dos comunistas. Em 28/10/1928 o BOC elege os comunistas Otávio Brandão e Minervino de Oliveira vereadores no Rio. É uma expressiva vitória, pois a Câmara do então DF tem apenas 12 cadeiras. A linha sectária da "proletarização" impedirá o desenvolvimento do BOC

1930

3/10/1930, Revolução de 30: de caráter democrático-nacional, derruba a República Velha da oligarquia agrarista e, apesar de suas limitações, introduz o país no século 20. Começa no RS, após protestos populares no Nordeste; em 30 dias leva ao poder Getúlio Vargas. O Partido, numa visão esquemática, recusa-se a participar. O ensaio de criação de um soviet em Itaqui, RS, é logo esmagado
30/3/1935, lançada a ANL (Aliança Nacional-Libertadora), no teatro João cateano, Rio, sob inspiração do Partido, mas agrupando várias forças progressistas. Prestes é aclamado presidente de Juventude Comunista Carlos Lacerda. Seu lema: "Pão, Terra, Liberdade!". Em maio, a ANL já conta 1.600 núcleos e de 70 mil a 400 mil filiados, porém com pouca implantação no campo. Em 11/7 o governo proíbe a Aliança, o que dificulta o contato com suas bases
25/7/1935, o 7º congresso da 3ª Internacional aprova a linha de frente popular antifascista. Apresentada pelo dirigente operário búlgaro George Dimítrov, esta rompe visões esquemáticas e fornece um norte seguro para a resistência à ofensiva nazifascista, no mundo e em nosso país.
23-27/11/1935, Insurreição Nacional-Libertadora. Começa em Natal (RN), que precipita a insurreição. Forma pela 1ª vez no Brasil um governo popular-revolucionário, que se sustenta por 3 dias. Segue-se o levante em PE (Jaboatão, Recife, Olinda), onde os combates são mais sangrentos. Dia 27, rebela-se o 3º RI, na Praia Vermelha, Rio. O movimento comete erros, confia excessivamente nos quartéis (influência tenentista) e não chega a mobilizar as grandes massas que simpatizam com a ANL. É, porém, o 1º na América do Sul a erguer a bandeira da revolução antiimperialista e antilatifundiária. Após a derrota, segue-se brutal repressão.

1940

2/2/1943, Batalha de Stalingrado, virada estratégica na 2ª Guerra: 200 mil alemães mortos, 90 mil aprisionados. Hitler cai definitivamente na defensiva em todo o cenário da guerra, até a derrota final em 1945. Avança a resistência guerrilheira, com os comunistas à frente, nos países ocupados pela Alemanha. Auge do prestígio mundial da União Soviética, vista como a grande responsável pela derrota da besta nazista.
11/8/1943, Conferência da Mantiqueira. O Partido, duramente atingido pela ditadura do Estado Novo, reúne clandestinamente em Engenheiro Passos, RJ, representantes do DF, SP, RJ, MG, PR, RS, BA, SE e PB. Tem então 1.800 militantes soltos. Aprova linha de "união nacional": empenha-se para o Brasil entrar na guerra contra o nazismo, elege Prestes para o CC e projeta nova geração de dirigentes: Diógenes Arruda, João Amazonas, Maurício Grabois, Amarílio Vasconcelos, Pedro Pomar, Mário Alves. A Conferência enfrenta tentativas de autoliquidação do Partido e tem papel decisivo no ascenso que se seguirá.
18/4/1945, a Anistia aos presos políticos marca o fim da ditadura do Estado Novo, a legalidade na prática e o enorme crescimento do Partido. Este realiza enormes comícios, como os dos estádios do Vasco, no Rio, e Pacaembu, S. Paulo. Em 2/12, na eleição da Constituinte, elege Prestes senador e 14 deputados (em SP, DF, PE, RJ, RS, BA). No ano seguinte já tem 150 mil membros e em 1947 colhe nova vitória eleitoral. Este rápido avanço é tolhido por certos erros de direita na sua linha, mas sobretudo pela política repressiva do gen. Dutra, que põe o Partido na ilegalidade, cassa seus parlamentares, intervém em 143 sindicatos. Veja quem é quem na bancada comunista de 1946.
10/1/1948, cassados os deputados comunistas. A alegação é que o Partido Comunista tem caráter internacionalista e portanto estrangeiro. Alega-se, como prova, o fato de ele chamar-se Partido Comunista do Brasil e não Brasileiro. Gregório Bezerra pronuncia (12/1) o último discurso da bancada. Só em 7/8/1985 o PCdoB retomará seu posto no Legislativo.
1/10/1949, Vitória da Revolução Chinesa, tendo à frente o Partido Comunista, após 25 anos de guerra popular prolongada. Tem enorme repercussão na Ásia e no mundo. Mao Tsetung proclama a República Popular e anuncia que "a China não está mais à venda". O enorme país seguirá trajetória conturbada e sinuosa, mas é o que mais se desenvolve na segunda metade do século 20

1950

26/3/1953, começa a Greve dos 300 Mil em S. Paulo. Iniciativa dos têxteis, é dirigida pelo Partido (através de quadros como Ângelo Arroio), apóia-se em comitês de empresa e num Comitê Intersindical de Greve. Dura 1 mês, ganha as ruas, enfrenta a polícia, triunfa e renova o quadro sindical. O Partido lidera outras grandes greves (1954, 1957), lutas camponesas armadas (Porecatu, PR, 1951, Francisco Beltrão, PR, 1957, Trompas e Formoso, GO, 1954). Mesmo ilegal, finca fortes raízes de massas, que a guinada oportunista de 1958 irá comprometer
3/10/1953, vitória de O Petróleo é Nosso. Sancionada a Lei 2004 (Eusébio Rocha), que cria o monopólio estatal do petróleo, confiado à Petrobrás. Coroa com vários anos de uma campanha que mobiliza o povo e enfrenta com êxito as forças entreguistas. Destaca-se nesta luta a participação comunista, em aliança com a juventude e militares nacionalistas.
 
24/8/1954, suicídio de Vargas, com tiro de revólver no peito, no Catete, Rio. O rádio irradia sua Carta-Testamento: "Esse povo de quem fui escravo não mais será escravo de ninguém". Imenso protesto popular espontâneo toma as ruas das principais cidades do país. Culpa os EUA pela morte, ataca sedes da UDN e da imprensa de direita. O Partido, que mantinha intransigente oposição a Getúlio, é obrigado a rever às pressas sua postura
14-25/2/1956, 20º Congresso do PCUS, marco da onda revisionista e da cisão no movimento comunista mundial. Kruschev ataca Stálin no informe secreto e propõe guinada à direita com a linha das "3 pacíficas" (coexistência, emulação, transição). No Brasil, o Partido resiste no início, mas em 1958 a ala oportunista do CC obtém a adesão de Prestes e impõe sua linha com a Declaração de Março. É uma fase de aguda luta interna, onde se temperam e se aprofundam as convicções revolucionárias dos comunistas que não aceitam a guinada à direita.
1/1/1959, triunfa a Revolução Cubana. Os combatentes de Fidel Castro entram em Havana, 3 anos após o desembarque do Granma e o início da guerrilha na Sierra Maestra. Cuba revolucionária resiste às agressões dos EUA e envereda pela via socialista. Imensa repercussão no Brasil e em toda a América Latina. Reforço do sentimento antiimperialista.

1960

18/2/1962, Conferência Extraordinária, na rua do Manifesto, S. Paulo, reorganiza o Partido Comunista do Brasil na luta contra o oportunismo de direita. Adota a sigla PCdoB, para se diferenciar do PC Brasileiro oportunista. Aprova um Manifesto-programa revolucionário e decide relançar o jornal A Classe Operária. É o 1º PC fora do poder que rompe com a linha de Kruschev. Pouco mais de 100 companheiros participam da Reorganização, entre outros, Amazonas, Grabois, Pomar, Arroio, Elza Monnerat, Lincoln Oest, Carlos Danieli. Mas as décadas seguintes mostrarão o alcance histórico do seu gesto
27/7/1963, Carta Aberta a Kruschev. O PCdoB, recém-reorganizado, refuta as calúnias de Kruschev e denuncia a linha revisionista do PC Soviético pós-20º Congresso. O combate de princípios ao revisionismo será um dos pilares da linha geral do Partido e uma das razões do seu êxito, em especial no enfrentamento da maré anticomunista dos anos 90.
21/4/1964, começa a Ditadura Militar, regime de anticomunismo furioso, supressão da liberdade, censura, tortura e assassinato de opositores, alinhamento automático com os EUA na guerra fria. Tem início também a resistência antiditatorial, um dos mais belos episódios da história do nosso povo. O PCdoB participa intensamente, sempre procurando aliar amplitude e radicalidade. É a organização que paga um maior tributo à resistência, em vidas de dirigentes e militantes. Porém a dura lição de 64 dá razão a ele e desmente as ilusões reformistas. Apesar das perseguições, o pequeno partido de 1962 conquista força e prestígio.
28/3/1968, assassinato de Édson Luís de Lima Souto pela PM em passeata do restaurante estudantil Calabouço, no Rio. O Brasil se comove com o lema "Mataram um estudante, podia ser seu filho"; 50 mil vão ao enterro. Começa o grande ascenso antiditatorial de 1968. O PCdoB rapidamente ganha espaço entre as forças que lideram o movimento.

1970

12/4/1972, começa a Guerrilha do Araguaia. O Exército, Aeronáutica e PM atacam militantes e moradores da região de Marabá, sul do PA. O PCdoB decide resistir e forma as Forças Guerrilheiras do Araguaia, com apoio da população local. A ditadura proíbe toda notícia sobre a guerrilha. Mas só consegue esmagá-la em 1975, na 3ª campanha de aniquilamento, praticando uma guerra suja, sem fazer prisioneiros. Passadas 3 décadas, o Araguaia avulta como um ponto alto da luta antiditatorial. Osvaldão, Dina Teixeira, Maurício Grabois e tantos outros guerrilheiros são vistos como heróis do PCdoB e do povo brasileiro
17/3/1973, incorporação da AP. direção nacional da Ação Popular lança o texto Incorporemo-nos ao PC do Brasil. A grande maioria dos seus quadros e militantes atende ao apelo. Fundada em 30/6/1962, por jovens católicos de esquerda, a AP evoluíra para posições revolucionárias e a seguir marxistas, até concluir pela necessidade de reforçar o PCdoB.
16/12/1976, a Chacina da Lapa é a última ação da ditadura visando a eliminação física de seus adversários. Com ajuda de um delator, o DOI-Codi-SP invade uma casa na rua Pio XI, assassina no local Apedro Pomar e Ângelo Arroio, mata na tortura João Batista Drumond e mantém presos até a Anistia 7 outros dirigentes do PCdoB. Num clima onde a oposição começa a ganhar força, a imprensa noticia, o crime choca e comove, dentro e fora do Brasil. A direção do Partido, duramente atingida, funciona até a Anistia com base num núcleo no exílio
12/3/1978, nasce o Movimento do Custo de Vida (mais tarde Movimento Contra a Carestia), em assembléia de 7 mil em S. Paulo. Comunistas (Ana Martins, Aurélio Peres) e a igreja progressista (dom Angélico) lideram o movimento, um dos mais expressivos da retomada da luta popular de massas.
28/8/1979, Anistia, parcial, restrita e "recíproca", mas ainda assim uma conquista. Os dirigentes comunistas Elza Monnerat, Haroldo Lima e Aldo Arantes deixam o cárcere. Amazonas e Renato Rabelo retornam do exílio (24/11). O PCdoB lança o jornal Tribuna Operária (7/11) e passa a agir cada vez mais abertamente, à medida que a ditadura passa à defensiva.

1980

12/1-25/4/1984, Campanha das Diretas. Em 3 meses, mais de 8 milhões de brasileiros saem às ruas exigindo eleições diretas para presidente. É a maior campanha de massas da história do país. O gen. Figueiredo apela para as medidas de emergência e a força bruta. A emenda das diretas não passa na Câmara (faltam 22 votos para os 2/3 exigidos), mas o regime militar sai ferido de morte. O PCdoB se engaja de corpo e alma na campanha. As bandeiras comunistas ganham as praças desafiando a ditadura
22/9/1984, nasce a UJS (União da Juventude Socialista), política e ideologicamente identificada com o PCdoB, em ato público na Assembléia Legislativa de SP. Aldo Rebelo é o seu 1º dirigente. Organizada em todo o Brasil, com forte inserção no movimento secundarista e universitário, a UJS lançará raízes também em outras áreas-chave da juventude brasileira, como o movimento hip-hop.
23/5/1985, Conquista da Legalidade. Oito meses após a Campanha das Diretas, a eleição de Tancredo põe fim à ditadura. O PCdoB é um dos artífices da candidatura Tancredo, ainda que pela via indireta. Como fruto da democratização, volta à legalidade após 38 anos, ao obter seu registro no TSE. Nas eleições de 1986, elege 5 constituintes. A legalidade abre uma nova etapa na vida do Partido, de vínculos mais estreitos com o povo e articulação mais complexa das diferentes frentes de luta, institucionais e não-institucionais
5/10/1988, promulgada a Constituição Cidadã. A bancada comunista (5 deputados) participa ativamente da Constituinte, é a única a votar sempre unida e a receber nota 10 do Diap. A Carta de 88 é a mais avançada que o Brasil já teve, pelas conquistas democráticas, sociais e nacionais que incorpora. Por isso passa a sofrer o ataque da direita neoliberal e será desfigurada sob o governo FHC.
5/10/1988, promulgada a Constituição Cidadã. A bancada comunista (5 deputados) participa ativamente da Constituinte, é a única a votar sempre unida e a receber nota 10 do Diap. A Carta de 88 é a mais avançada que o Brasil já teve, pelas conquistas democráticas, sociais e nacionais que incorpora. Por isso passa a sofrer o ataque da direita neoliberal e será desfigurada sob o governo FHC.

1990

3/2/1992, "O Socialismo Vive!" Este é o lema do 8º Congresso do Partido, logo após o colapso final da experiência socialista soviética. Ganha força no mundo a ofensiva neoliberal, a revanche do grande capital, sob comando dos EUA, contra os trabalhadores e os povos. O PCdoB examina a fundo as causas da derrota, ergue ainda mais alto sua bandeira vermelha e proclama lutar desde já pelo socialismo. Esta firmeza, quando outros renegam ou recuam de seus ideais, eleva seu prestígio dentro e fora do Brasil
29/9/1992, "Fora Collor!" O PCdoB é o primeiro partido a defender o afastamento de Fernando Collor da Presidência. Quando vêm à luz as denúncias do esquema Collor, o Partido convoca o povo a retomar as ruas. A juventude, a UNE e a Ubes têm um papel excepcional nesta mobilização: os carapintadas atendem ao chamado e fazem as maiores passeatas da história do movimento estudantil brasileiro. A pressão popular obriga o Congresso a votar o impeachment do presidente. Em sua declaração de voto, a bancada comunista aponta o modelo neoliberal como o pior dos crimes de Collor.
27/8/1995, o Programa Socialista é aprovado na 8ª conferência do PCdoB, em Brasília. Propõe um socialismo renovado, que tira lições das experiências do passado. Parte da análise concreta das particularidades da realidade brasileira, rompendo com a visão de um modelo único mundial. E introduz a noção de uma fase de transição do capitalismo ao socialismo, preliminar à plena construção da sociedade sem exploradores nem explorados. Veja na íntegra o Programa Socialista.
29/04/1996, Pela primeira vez, ossada de combatente do Araguaia é identificada. Trata-se de Maria Lúcia Petit, guerrilheira do PCdoB morta pela ditadura durante a Guerrilha do Araguaia no começo dos anos 1970. No mesmo ano, seus restos mortais são sepultados em Bauru (SP).
26/8/1999, Marcha dos 100 mil pelo Brasil, liderada por partidos de esquerda e entidades populares. A participação supera a cifra que deu nome ao protesto. Nenhum incidente. Entrega à Câmara abaixo-assinado com 1,3 milhão de firmas, pedindo CPI sobre o papel de FHC na privatização das teles (o PCdoB recolheu 400 mil das assinaturas). A Marcha, e o apoio que obtém, refletem uma consciência superior do povo quanto ao caráter nefasto do governo FHC e do modelo neoliberal.

2000

27/05/2002, Brasil perde o histórico dirigente comunista João Amazonas, aos 90 anos, vítima de complicações pulmonares. Milhares de pessoas lhe rendem as últimas homenagens
01/10/2006, PCdoB elege 12 deputados federais, 10 deputados estaduais e seu primeiro senador desde a eleição de Luis Carlos Prestes em 1945. Inácio Arruda chega ao Senado pelo Ceará com 52,25% dos votos
27/10/2002, Após disputar quatro eleições presidenciais desde 1989, o ex-metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é eleito presidente da República com mais de 44% dos votos, contra 23% de José Serra, do PSDB. PCdoB participa de aliança vencedora desde 1989.
11 a 15/12/2007, Acontece em Belo Horizonte (MG) o congresso de fundação da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) reunindo a Corrente Sindical Classista, de atuação do PCdoB na CUT, entre outras forças, como lideranças sindicais do PSB. Wagner Gomes, ex-metroviário, é eleito seu primeiro presidente.